SEJAM BEM VINDOS!

Muitas ideias que expressavam sonhos. Muitos ideais que se manifestaram na simples reflexão de ser útil além das funções que exercemos ao menos por um instante. Várias alternativas a nossa frente e muitos obstáculos.

Um dia percebi que deveria ser útil universalmente, pensei e pensei como ascender a esta condição, pois, não possuía nenhum dom especial. No entanto, sou um homem que gosta de escrever. Explorei este caminho, pois as palavras e ideias são muito poderosas e podem servir para inspirar pessoas na sua trajetória vital.

Sou historiador um guardião da memória e pesquisador. Sou poeta de expressões líricas e sociais. Não sei se o que penso é certo ou errado, mas sei que aprendo e ensino dentro de um contexto imperfeito.

Este é meu universo virtual, um lugar de divulgação de minhas humildes e imperfeitas obras literárias e científicas.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Relatos de um tamandareense. HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ

Visite e conheça o livro no site:

(Continuação...)
Porém, este fato não foi o único, já que anteriormente ao fato, em 1992, várias residências de mais de dez anos no centro de Almirante Tamandaré, sofreram efeitos em sua estrutura, a qual gerou até um documentário no tradicional programa televisivo Globo Reporte (18 de fevereiro de 2005)[1], que abordou este problemático assunto. Por efeito, esta reportagem de nível nacional gerou muitas indenizações para serem pagas pela Sanepar aos moradores prejudicados pela extração da água. Além de forçar os prefeitos das gestões que posteriormente a estes fatos vieram e virão, a reverem o contrato que permitia e permitirão a Sanepar a extrair água do subsolo do município. Ocasionando também, a criação de legislações específicas, que limitam a construções de residências tipificadas dentro de um porte específico, em determinadas regiões do centro e proximidades da região de extração, a qual gera muitas discussões, já que muitos moradores interpretam esta proibição legal e previdente, como perseguição política ou desnecessária.
Na madrugada do dia 23 de dezembro de 2010 um afundamento de solo progressivo com mais de 3 metros de profundidade se formou na região da Rua Domingos Scucato interditando a mesma e atingindo o terreno da Escola Jaci Real Prado. Além de comprometer por efeito o terreno das instalações provisórias do Colégio Ambrósio Bini localizado no fundo da primeira escola. A prefeitura tentou em vão fechar este mesmo afundamento para liberar a rua. No entanto, o mesmo se formou dias mais tarde a frente do lugar tapado. Na data de 30 de março de 2011, ocorre a interdição total das duas escolas. Mais de 2000 alunos ficaram sem aulas. Em 02 de maio de 2011 a Escola Jaci Real Prado, foi remanejada provisoriamente no prédio estadual que anteriormente serviu de Posto de Saúde, Hospital, Fórum e deposito de medicamento localizado junto a Rua Coronel João Candido de Oliveira. Já o Ambrósio mantém uma parte de seus alunos em um barracão denominado de Campus II em quanto aguarda outras soluções.
Esta providente e responsável interdição, já que se fundamenta na preservação da vida de quem utiliza estas instituições, foi interpretada por um grupo de pessoas, inclusive pessoas que carregam um diploma e repassam conhecimento, como um “ato de perseguição política contra os profissionais da escola”!
(Afundamento progressivo ocorrido em dezembro na Rua Domingos Scucato em frente à Escola Jaci Real Prado de Oliveira. Marco inicial da trajetória das interdições ocorridas em 30 de março de 2011. Foto: Paraná Online, dezembro 2010).

(Continua...)


[1]              GLOBO REPÓRTER. Documentário Aquífero Guarani, parte 3, Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=FQG9gpKMF4E>Acesso em: 25 nov. 2010, parte 4, Disponível em:<http://www.youtube.com/watch?v=Da3LgsDHuVw&feature=related>Acesso em 25 nov. 2010.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

CONSIDERAÇÕES SOBRE A UFOLOGIA

Para quem se interessar no assunto "Ufologia" visite o endereço e leia a pesquisa!

Protoufologia

Esta manifestação não deixa de ser científica, no entanto as informações que partem desses estudos se caracterizam por possuírem contextos hipotéticos filosóficos a serem experimentados. São fatos a serem provados e identificados, mas não inexistentes. Os quais, só não são devido a falta ou efeito da impossibilidade da ciência atual prover meios para isto.
Da Protoufologia se originam diversas teorias ufológicas no que tange a própria falta de explicação plausível da ciência atual frente a alguns questionamentos históricos clássicos e teológicos. É o empirismo contextualizado ao senso comum. Um exemplo disto são os constantes questionamentos sobre monumentos egípcios, pré-colombianos, origem da vida, seres mitológicos e afins. Como também, as questionáveis mais válidas dentro de um contexto de liberdade de expressão, das “Teorias Conspiradoras”.  
Geralmente as informações desenvolvidas pela especulação protoufologica é a que mais produz elementos e teorias que inspiram as manifestações sensacionalistas propagadas pela mídia. Um exemplo é a própria criação do termo “disco voador” o qual foi pioneiramente identificado e propagado leigamente pela edição de 26 de junho 1947 do periódico Chicago Sun. Pois, apesar desta informação se referir a um avistamento real, existem contradições de contexto bem característicos quanto a informação que foi passada ao público. Pois, os textos das primeiras histórias noticiadas sobre o “Caso Kenneth Arnold (1947)” não mencionava o termo “prato voador” ou “disco voador”. Entretanto, histórias anteriores ao artigo que originou a popular denominação citam que Arnold usou os termos “prato”, “disco” e “forma de torta” para descrever os objetos avistados.
Porém, anos depois Kenneth Arnold alegou ter dito ao reporte William C. Bequette que “eles voavam erráticos, como um prato atirado pela superfície da água”. Arnold acreditava ter sido mal interpretado, já que sua descrição se referia ao movimento do objeto e não ao seu formato. Assim, Bequette frequentemente recebe os créditos por ter usado pela primeira vez o termo “disco voador”, supostamente numa interpretação equivocada do que disse Arnold, mas o termo não aparece nos primeiros artigos de Bequette. Na verdade, seu primeiro artigo de 25 de junho de 1947 diz somente “Ele disse ter avistado nove aeronaves que pareciam pires voando em formação...”, ou seja, apenas em 28 de junho 1947 Bequette usaria pela primeira vez o termo “disco voador” (mas não “prato voador”).
 A princípio Protoufologia não é Ufologia, é uma falsa ligação que se faz no que tange o desdobramento resultado da especulação científica e de senso comum. Pois, dos objetivos da Ufologia Ciência, o principal é identificar fenômenos ufos e posteriormente provar seu vínculo com o padrão extraterrestre, para depois definir ligações com outras teorias que o cerca. Na Protoufologia ocorre o contrário, ou seja, primeiro se manifesta a conclusão que um fenômeno é ufológico, e em seguida se procede na busca da prova para tal afirmação. Nesse sentido, esta questionável ação se torna o principal vetor de ligações de fatos fora da abrangência da Ufologia com a mesma.  Por efeito disso, o que é questionável em outros ramos do conhecimento acaba contaminando e se tornando um argumento contra o próprio estudo ufológico, ou seja, segue o mesmo princípio só que adaptado a circunstância supracitada descrito na “Teoria do fruto da árvore envenenada”.
Ou seja, a partir da ideia da Teoria do fruto da árvore envenenada, será considerado e relacionado a ideia que não é só a literalidade de se conseguir provas por meios ilícitos, no caso ufológico: sem a devida perícia, metodologia e análise feita por profissionais capacitados. Mas também, considera-se nesta perspectiva a situação em que uma circunstância ou informação de uma outra área de conhecimento ou cultural carregada de imperfeições e questionamentos ainda não esgotados tende a serem utilizados por protoufólogos e pseudosufólogos como sustentação de argumentos as suas teorias. Por efeito, a teoria ufológica não logra êxito, quando contaminada com a informação. Porém, mesmo assim é divulgada e propagada devido a falta de conhecimentos investigativos de quem a recepciona e por efeito a propaga.
Só para constar, em pesquisas da Ciência História, Geografia, Biologia,... entre outras, existem algumas regras básicas como: verificar e analisar as informações que são colhidas em bibliografias pesquisadas; tomar cuidado com teorias e informações refutadas ou superadas; e principalmente não concluir informações sem ter norteamento plausível.        
A Protoufologia possui um contexto embrionário a espera do surgimento de um paradigma que lhe possibilite a experimentação. Por ter um caráter exótico, místico e curioso, é explorada na integra por programas televisivos e bibliografias de questionável interesse em prol da ciência Ufologia. É uma manifestação que passa ao leigo a ideia que Ufologia se tipifica neste universo, quando na verdade o estudo ufológico se distancia do mesmo, pois, o que esta em foco é um contexto histórico, social ou científico, que é “enfeitado” com elementos ufológicos para ganhar uma nova perspectiva. 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

OS PAÍSES DO PLANETA TERRA EM VERSOS

CONHEÇA AS POESIAS DA OBRA NO ENDEREÇO:

Colômbia.

No noroeste sul-americano,
Se estabelece o povo colombiano,
Num território de grande diversidade geográfica,
Que muito influencia na sua distribuição demográfica.

Suposta localidade da cidade de El Dorado,
O território foi violentamente explorado,
E seu nativo povo praticamente exterminado.

Atualmente a Republica da Colômbia é um país agro-exportador,
Sendo um grande produtor,
De café, cacau e minerais.
Mas limitado nos seus projetos industriais.

Santa Fé de Bogotá é sua capital,
Localizada no centro do território nacional,
Cidade que iniciou a independência estatal.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Horizonte Terminal

APENAS UM TRECHO DA FICÇÃO CIENTÍFICA HORIZONTE TERMINAL QUE ESTA DISPONÍVEL NO ENDEREÇO:

...(continuação)

Sem grande surpresa os humanos se preparavam da maneira que podiam, para enfrentar o pior. Eis que mais uma profecia começava a acontecer, sendo que esta fora feita pelo mago Nostradamus. Citava-se o seguinte:

“Quando o grande cometa aparecer, o Governo cairá,
Fome, doença, fogo e sangue inundarão o Ocidente.
Fim da riqueza, tudo será provocado pela vinda
De sediciosos carecas de pele iluminada”.

Esta profecia parece ter sido feita naquele instante, já que, era como um espelho da situação do mundo, principalmente do continente americano e europeu. Onde o fogo se alastrava entre casas e plantações, o sangue derramado se encontrava com mais facilidade que a água, e a fome que atingia a população de origem pobre, agora chegava as pessoas até então que possuíam uma reserva de provimento maior, mais que com o decorrer dos meses não conseguiram manter este provimento. Porque o “dinheiro” que era credito do chip implantado nas pessoas não funcionava mais por falta de rede adequada. A única coisa que ainda persistia heroicamente, era os Governos. Que além do problema alienígena, tinha que manter a ordem e encontrar soluções para os diversos problemas gerados pela guerra.
Devido á fome, as precárias condições de higiene e moradia, as doenças como a cólera, peste bubônica, pneumonia, tuberculose, meningite, varíola e outras doenças se propagaram como uma “simples gripe”, e seu controle, prevenção e meios de curar, eram insuficientes.
Uma grande quantidade de pessoas morriam a todo momento, porém uma grande parte resistia as doenças. Muitos pessimistas vendo esta situação que a humanidade passava comentavam que para o fim dos seres humanos na Terra, não necessitaria do ataque dos Reptilians. No entanto o destino prega peça até em extraterrestre. Eis que as mesmas doenças que causavam a morte de milhares de humanos (mas com certa dificuldade), virou-se contra os zetas, e por sorte dos humanos estas doenças quase que exterminaram a presença de alienígenas, nas Américas, Europa, China, Índia, Japão, Paquistão e Bangladesch, em menos de dez dias. Por este motivo o contingente de zetas que já ultrapassavam 55 milhões, foi reduzido a 600 mil alienígenas aproximadamente. (continua...)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR

Conheça a obra gratuitamente através dos endereços:

 (PARTE 1, páginas 000-483) 

 (PARTE 2, páginas 483-567)

INTRODUÇÃO E OBSERVAÇÕES

Escrevo agora sobre coisas de outrora que em tempo presente estão ausentes e perdidas em realidades dispersas resumidas em pequenas peças de um grande quebra-cabeça, esperando para serem montadas antes que desapareçam.
Esta breve introdução conta a história de um lugar supostamente sem memória oficial, consequência do extravio “proposital” e da “guarda” ilegal de documentos oficiais que relatavam os primeiros passos do município (que com a morte de seus “vaidosos guardiões” em lixo se transformaram). Atitudes reprováveis ocultadas no contexto da extinção da Velha “Vila de Tamandaré” e por diversas e “providenciais” enchentes que de fato destruíram e inviabilizaram atas e documentos de caráter oficial. Neste contexto surge uma questão: E os documentos que deveriam ser o caminho fácil e de credibilidade que sobraram, onde estão?
Em pleno ano de 2013 ainda não foi criado um arquivo público municipal!
Diante destas adversidades nem tudo foi perdido ou extraviado, pois o passado ainda é possível ser encontrado. Tamandaré não era uma cidade de “faz de conta”, tinha que dar satisfações ao Estado, União e a Justiça. Para ter valor os atos civis tinham que seguir as burocracias legais; os fatos conhecidos eram registrados pela imprensa paranaense e outras publicações interestaduais. Ou seja, o que se tentou encobrir e fazer desaparecer, não foi possível.
Neste contexto, a presente obra histórica é uma pesquisa científica bibliográfica, de campo e descritiva não analítica do contexto social dos fatos. Procedeu inicialmente com um amplo processo de investigação da veracidade das informações orais colhidas junto aos moradores locais, cujo resultado norteou a produção textual fundamentada em um contexto probatório possibilitado junto aos arquivos de diversas instituições governamentais e privadas citadas no capítulo Referências Bibliográficas.
Por efeito deste processo investigativo ocorrerá a circunstância em que a oralidade popular corrente se apresentará divergente do texto tecido baseado na fonte documental oficial, uma vez que, independentemente de motivação, quanto mais a história vai se perdendo, mais condicionadas a sofrer interpretações falhas ela fica. E por consequência o que era fato real vira lenda, e o que era lenda se torna fato real dentro de um contexto de contradições terríveis e daninhas no que tange o legado histórico deixado para as futuras gerações.
Infelizmente, muitas informações presentes na “oralidade” colhida e investigada foram descartadas, portanto, não ganham campo na oficialidade, pois são estórias transmitidas por gerações, mas que podem serem resgatadas por outros historiadores que lograrem sorte em encontrar a necessária fundamentação para elas no futuro, ou seja, o meu trabalho foi o de descobrir até que ponto elas foram reais. O objetivo desta obra é fornecer subsídios históricos oficiais; criar um parâmetro responsável entre o que foi um fato histórico e o que é uma mera divergência de informações; possibilitar referências probatórias que afastem a possibilidade de serem preparadas futuras pesquisas que relatem acontecimentos que estejam divergindo com o que um dia aconteceu de fato.
É por este motivo que a apresentação dessa obra histórico-geográfica que, apesar de elaborada para atender o universo leigo de forma objetiva, preservou sua essência científica no sentido das referenciações documentais e probatórias serem apresentadas notoriamente destacadas no corpo do texto.
A obra se apresenta disposta didaticamente de acordo com o assunto relacionado aos referentes títulos. No contexto de cada capítulo existirão compilações de textos (devidamente referenciados na fonte original) os quais em sua maioria poderão carregar supostos erros gramaticais por vários motivos em especial: Textos e documentos anteriores à década de 1920 foram escrito sob a luz de outra norma e regra ortográfica não mais vigente atualmente; em certas ocasiões, para manter a credibilidade da fonte não foi alterada a redação original no contexto das compilações de notícias dispostas em periódicos; raramente serão utilizados relatos orais, mas os que foram utilizados possuem caráter ilustrativo em coerência com as fontes documentais de fé pública estando descritos parcialmente ou na íntegra, podendo carregar vícios da linguagem oral. Também poderão existir divergências de datas, na ortografia de nomes e sobrenomes, localização geográfica e contextos homônimos, as quais decorrem da fonte pesquisada. É necessário observar esta circunstância.
Por ser uma pesquisa que investigou a oralidade corrente poderá ocorrer que a obra seja interpretada como de cunho político ou religioso, ou seja, que atenda ao interesse de um grupo ou pessoa. Diante desse fato é necessário o seguinte esclarecimento: As fontes bibliográficas e documentais disponíveis ao público existentes no município são escassas devido a extinção da cidade em 1938. Diante deste contexto, os documentos específicos que foram preservados pertencem a arquivos particulares (de posse legal), ou seja, que guardam a memória de um ente familiar específico falecido (não do adversário).
Outros documentos fazem parte de atas de associações restritas que não podem ser divulgados na íntegra em respeito à própria regra de sigilo que fazem parte da mesma. As informações oriundas da Igreja Católica dizem respeito ao fato desta instituição possuir registros preservados de seus atos e observações de fatos conhecidos do cotidiano, os quais são de credibilidade devido a entidade ser a mais antiga e organizada da região e de notória autoridade nos séculos XVI-XIX, porquanto estava vinculada legalmente ao Império auxiliando indiretamente na organização das pioneiras povoações, ou seja, era uma época que não existia na região outra doutrina cristã de notória atuação.
É necessária a consciência que a cidade, até a década de 1970, tinha uma população pequena em um contexto onde todos se conheciam, se não pessoalmente, mas por sobrenome. Nos bairros que faziam parte da cidade existia uma realidade em que todos tinham ligações de parentesco, mesmo distante. Diante disso, por ser um filho nato desta terra, e meus pais serem filhos de pioneiros da cidade, eu seria hipócrita em não considerar e relatar a possibilidade de que muitos acontecimentos históricos se liguem a parentes, mesmo distantes.
Infelizmente, para o leigo existe a ideia de que as informações estão fáceis e prontas a serem utilizadas, mas não é assim. É por este fato que mesmo uma pesquisa ampla como a desenvolvida, não consegue contemplar tudo, explicar e aceitar toda oralidade pura e simplesmente. Pois, como foi citado anteriormente, os documentos se tornam peças de um grande quebra-cabeça, o qual vai ganhando forma e amplitude conforme as informações são encontradas, por isto que aparenta parecer uma descrição histórica parcial ou superficial em determinados momentos. Porém, nunca se apresentarão conclusas em suposições (no “achismo”).
Em referência a capa da obra, a imagem escolhida foi uma foto tirada por Antonio Ilson Kotoviski Filho e participou do concurso “2º Concurso de Fotografia Revelando Tamandaré 2012”, recebeu foi intitulada: “Do solo brotou o progresso”, pois o desenho da calçada da Prefeitura é um mosaico feito de petit-pavê (produto tamandareense) que representa a extração de minerais e a natureza, ou seja, elementos do progresso e sustentabilidade.  Já a outra imagem foi uma foto tirada por Thomas Guedes e intitulada “Um brilho que poucos enxergam”, ou seja, uma reflexão sobre as opiniões que permeiam a cidade.  
Diante do que foi exposto, a obra “Considerações Históricas e Geográficas sobre o Município de Almirante Tamandaré-PR”, não é um relato na visão do autor, é uma pesquisa no contexto da visão documental oficial e de notória circulação.
Mosaico em petit-pavê (produto local), representando a natureza e a extração mineral através do forno continuo de queima da Cal .  Calçada da prefeitura/Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho

domingo, 15 de dezembro de 2013

LIVRO NEGRO. O LADO OPOSTO DO AMOR.

Visite e leia o livro gratuitamente no endereço:

Ipso facto.

Sua ação,
É a minha reação.
Minha sorte,
É a sua morte.
Meu mundo,
Quer você em um buraco profundo.

Seu ato é um social dissídio,
O meu é genocídio.
Quem é o cara que faz a classificação?
É mais um bundão!
Que cospe na sua própria e na minha geração.
Um cego que acha que tem boa visão.

Mesmo peso e medida,
É esta a Teia da Vida.
Ela me andou cobrando,
O que o homem fez com o dom que ela andou dando.
Só fiquei escutando,
E pensando.

Pelo mesmo fato,
Você é meu prato,
Servido frio,
Com requintes que darão calafrios,
O sangue virara rio,
A Teia cortou seu fio.

Tanto ódio e crueldade,
Você plantou esta realidade.
Colha os seus frutos,
Veja como são brutos.
Bem vindo ao seu mundo,
Ser imundo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Relatos de um tamandareense. HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ

Visite e conheça o livro no site:
(Continuação...)
Independente ou não de maldição. Eis, que por um fleche toda esta lembrança de segundos, me fez recordar que a previsão do sacerdote começava acontecer. Pois, na década de 1970 foi perfurado o primeiro poço artesiano para abastecimento da pequena população local, pela Sanepar onde hoje fica o escritório de atendimento ao público da estatal no município. Já na década de 1980, na gestão do então Prefeito Municipal Ariel Adalberto Buzzato (1984-1988), a Sanepar, para sanear o crescente abastecimento de água no município, perfurou mais três poços artesianos com vazão de 680 metros cúbicos por hora[1], no centro da cidade. Porém os problemas que assolam a cidade tiveram inicio em 1992. Ano em que Sanepar, buscou tentar sanar o abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba, explorando a água do subsolo[2].
No entanto lá pelo começo da década de noventa até o inicio do novo século, o centro de Almirante Tamandaré começou a sofrer um pequeno afundamento, mas com graves consequências, justamente causado por uma maior demanda de extração de água do subsolo iniciada timidamente na década de 1970 pela Sanepar. O qual foi marcado, pela interdição[3] em 2003 do prédio recém-construído do Colégio Estadual Ambrósio Bini. Que a propósito, havia sido alertado para a sua engenheira responsável pelo laudo de liberação do terreno onde seria executada a obra, ainda antes do seu período de construção. Que a região destinada a aquele fim, que ficava praticamente vizinho de onde se localizava a extração de água do subsolo feita pela Sanepar. Poderia corromper a estrutura da edificação. E por este motivo não se deveria construir lá.
Mas a engenheira, com ar de arrogância proporcionado pelo status de carregar um diploma. Mandou o diretor de obras municipal da época Antonio Ilson Kotovski (que não possuía competência legal para interditar a obra, já que se tratava de uma construção estadual, como também não era o Secretário de Obras), estudar engenharia. Para depois palpitar em assuntos técnicos. Resumindo, atualmente o tradicional Colégio Estadual Ambrósio Bini, se estabelece em dois prédios provisórios, para atender seus alunos. Aguardando a morosidade burocrática e uma decisão resolutiva  política estadual e municipal, para resolver o problema gerado pela falta de humildade de uma engenheira em admitir um possível erro de escolha de local da obra, que resultou na condenação estrutural de um prédio público, a ponto de inviabilizá-lo[4].
Ruínas do Colégio Estadual Ambrósio Bini interditado em 2003, contemporânea construção símbolo dos efeitos de construções feitas sobre áreas sensíveis do aquífero. Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho, abril de 2011.

(continua...)




[1]              REVISTA PARANAENSE DOS MUNICÍPIOS. Especial Almirante Tamandaré.  Curitiba:  Ed. Revista Paranaense dos Municípios Ltda, Fevereiro de 1986, ano XVIII, p. 11.  
[2]              ARAÚJO. Maria Luiza Malucelli. A influência do Aquífero Carste em Almirante Tamandaré. COMEC, 2006, p. 17.
[3]              Revista Brasileira de Geofísica.  Aplicação dos métodos gravimétrico e eletroresistivimétrico-IP em área de risco geotécnico do sistema aqüífero cárstico em Almirante Tamandaré-PR. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010261X2006000300009&script=sci_arttext> Acesso em: 25 nov. 2010
[4]       PARANÁ ONLINE. Colégio construído em área cavernosa está afundando. Disponível em:<http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/474984/?noticia=COLEGIO+CONSTRUIDO+EM+AREA+CAVERNOSA+ESTA+AFUNDANDO>Acesso em: 25 nov. 2010

domingo, 8 de dezembro de 2013

CONSIDERAÇÕES SOBRE A UFOLOGIA

Para quem se interessar no assunto "Ufologia" visite o endereço e leia a pesquisa!

Ufologia Ciência

Esta manifestação tem como característica a colaboração dos métodos científicos no que tange a busca de identificação de fenômenos, antes de tecer qualquer tipo de conclusão sobre um determinado objeto estudado. É por natureza uma manifestação de divulgação de seus estudos ao público, a prudência.
De suas observações se vinculam muitos assuntos ufológicos que são adaptados ou referidos diretamente em trabalhos científicos acadêmicos de outros campos do conhecimento humano.
A Ufologia Ciência não se apresenta de forma sensacionalista, vinculada a interesses econômicos ou a seitas religiosas. Porém, o resultado de seus estudos, muitas vezes é utilizado e explorado por estas formas de manifestações, para fundamentar circunstâncias cientificamente e ufologicamente refutadas.
Neste sentido a Ufologia Ciência é de fato uma manifestação científica, pois, se caracteriza como Ciência, informando a verdade que dispõe fundada em métodos científicos conhecidos ou adaptados racionalmente a realidade investigada, buscando de forma organizada, sistêmica e dialética identificar novos paradigmas que aperfeiçoe os métodos e que norteiem explicações plausíveis de caráter a colaborar com o conhecimento humano. É um estudo que se caracteriza com a contemporânea concepção de Ciência, que:

“é a que reconhece, como garantia única da validade da Ciência, a sua auto corrigibilidade. É significativa, seja por partir da desistência de qualquer pretensão à garantia absoluta, seja por abrir novas perspectivas ao estudo analítico dos instrumentos de pesquisa de que as Ciências dispõem”[1].

                 Observando esta característica que identifica a Ufologia Ciência é possível desmistificar ou refutar pontos de vistas de um grupo de “simpatizantes da ufologia” que defendem a ideia que o estudo ufológico não deve ser feito ou considerado pela visão científica pelo fato de torna-la cientificista. É uma visão contraditória e afetada, já que neste momento histórico é impossível identificá-la ou rotulá-la como cientificista, pois, ela não “possui a crença infundada de que a ciência pode e deve conhecer tudo e é a explicação causal das leis da realidade tal como esta é em si mesma”[2]. Pelo contrário, ela busca quebrar paradigmas científicos. Já que, os estudos ufológicos são os maiores exemplos da pesquisa científica (não cientificista), onde se identifica em seu processo os constantes confrontos epistemológicos, problemas e enigmas a serem desbravados em um constante processo de aperfeiçoamento.


[1] ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Tradução da 1ª edição brasileira coordenada e revisada por Alfredo Bosi; revisão e tradução dos novos textos Ivone Castilho Beneditti - da 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 139.
[2] CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 8ª. São Paulo. Atica, 1997, p. 280.

sábado, 7 de dezembro de 2013

OS PAÍSES DO PLANETA TERRA EM VERSOS

CONHEÇA AS POESIAS DA OBRA NO ENDEREÇO:
Ilhas Galápagos


Equador.

País da América Andina,
Onde predomina a população indígena,
Grande parte descendente,
Da Civilização Inca, que nesta região se fez presente.

Localizado no noroeste do continente,
Possui um clima predominantemente quente.
Saindo do litoral,
A altitude vai influenciar o clima equatorial.

Com uma fraca industrialização,
O ponto forte é a exportação,
Do cacau, café e banana,
A base da economia equatoriana.

As Ilhas Galápagos que possuem espécies únicas no reino animal,
É um importante patrimônio natural mundial.
Assim como Quito, sua capital,
Que guarda ruínas do patrimônio inca imperial.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Horizonte Terminal

APENAS UM TRECHO DA FICÇÃO CIENTÍFICA HORIZONTE TERMINAL QUE ESTA DISPONÍVEL NO ENDEREÇO:

1.      ESTOPIM

Devido ás dificuldades em controlar as pessoas naquele momento histórico, se esperava que confrontos entre greys e terráqueos, ocorressem antes das ordens virem de cima. Principalmente quando se lembra dos povos conservadores extremistas e grupos guerrilheiros. No entanto estas previsões não vieram a realizar-se. Pois, nunca se soube algo sobre estes povos e grupos que os ligassem a qualquer confrontação irresponsável.
Isto ocorria, devido ao fato dos greys não terem desembarcado com suas tropas em terra, como também, de não ter havido um motivo mais agravante, que ocasionasse o desencadeamento de ações de combate entre as duas civilizações. “Eis que parecia haver um dia e hora específica para começar a confrontação”.
Porém no dia 4 de maio de 2107 um incidente gerou as primeiras agressões armadas entre exóticos visitantes e terráqueos. Foi um incidente isolado, num local deserto e por pessoas consideradas inofensivas. Sendo que o acontecimento tornou-se o estopim para as primeiras incursões armadas retalhadoras, que atingiu diretamente algumas aldeias Esquimós na Groelândia, que nem se quer sabiam o que estava ocorrendo. Estes ataques causaram a destruição das aldeias, geraram muitos feridos e apenas uma morte. A qual era uma filha de 6 anos do chefe de uma das aldeias Esquimó atacada.
Dominados por sentimentos de ódio, revolta e justiça, os guerreiros esquimós partiram para atacar de surpresa, um “acampamento” grey que localizava-se a uns 50 Km da aldeia. Mesmo conhecendo a inferioridade de suas armas (rifles de caça, arpões de pesca), o grupo de 13 homens seguiu sem medir consequências até o acampamento, onde ao chegar lá, verificaram que os alienígenas, pareciam não preocupar-se com uma segurança mais efetiva do acampamento e do pequeno grupo de mais ou menos 80 aliens (os greys não consideravam pessoas que moravam em aldeias, uma ameaça). A subestimação das pessoas residentes na aldeia esquimó foi um erro. Pois, apesar de treze, o pequeno grupo promoveu um ataque que gerou a morte de 47 greys como também dos 13 guerreiros esquimós. Não houve destruição de equipamentos. Mas estas baixas e principalmente este ataque, foi sentido por todos de ambos os lados, como ato de guerra declarada.
A partir desse dia os confrontos intensificaram. Pois, os greys desembarcaram em todas as localidades da Terra. E as milícias e exércitos nacionais resistiam como podiam. A destruição era visível, baixas humanas eram maiores que as dos alienígenas. Pois, os zetas greys tinham desvantagem em terra. Já no ar eram superiores. Devido a isto, seus ataques eram feitos sempre por via aérea.
Mesmo com tanta superioridade bélica, capaz até de destruir a Terra, não houve nunca um sinal de os alienígenas, utilizarem armas de destruição em massa. Como também os humanos não utilizaram as suas. Por que? Muitas respostas, mas poucas convenciam. Algo mais grave estava para acontecer, este era o sentimento que evoluía nos humanos.
Com quase sete meses de pesados combates, a infraestrutura de todo o planeta deixa de existir. O mundo parece ter regredido aos tempos da Idade Média. E no céu já era visível o tão temido asteroide.... (continua)  

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

LANÇAMENTO DO LIVRO “CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR”

Na data de 27 de novembro de 2013 as 18:30h no Centro de Convenções Edson Dalk na cidade de Almirante Tamandaré, ocorreu o lançamento de mais uma pesquisa científica realizada pelo Historiador Antonio Ilson Kotoviski Filho denominada de “Considerações Históricas e Geográfica sobre o município de Almirante Tamandaré-PR”.

A solenidade contou com a presença de diversos tamandareenses representando os mais variados setores da sociedade da cidade.
Em referência a obra física, logo estará disponível para consulta nos acervos das Bibliotecas Públicas, da Assembléia Legislativa do Paraná, do Circulo de Estudos Bandeirantes, do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, Museu Paranaense e outras instituições a serem informadas.  

Porém, existe a possibilidade de conhecer a obra por via online gratuitamente através dos endereços:



Breve discurso de lançamento da obra proferido na data de 27/11/2013:

“Sejam bem vindos!
Estamos reunidos em mais uma solenidade especial fazendo parte de um momento único, onde o passado e o presente se encontra.
Mais uma pesquisa científica realizada, novos fatos relembrados, histórias desbravadas.
Um longo traiçoeiro caminho foi enfrentado, e entre acertos e enganos se tentou chegar o mais próximos dos fatos que construíram a essência da terra tamandareense. Um relatório foi tecido sobre estes fatos e hoje ele é divulgado, para enriquecer e fomentar a cultura e o conhecimento daqueles que se preocupam e se interessam por esta terra que é provedora do sustento de muitos, mas uma mãe mal compreendida por alguns que aqui passam e se vão.
Pedras foram jogadas e algumas colhidas para serem usadas na construção de um castelo que poucos possuem a competência de transformar em realidade. Mas muitas flores foram oferecidas para ornamentar o jardim do castelo antes dele ser construídos. Amigos e desconhecido que acreditaram e entenderam a difícil tarefa de explorar lugares desconhecidos e perdidos no tempo. Pois contemplam que a história é uma ciência e quem nem sempre fontes estão dispostas facilmente na realidade que nos permeia.
Mas, quem liga para isso, o importante é que meu tempo foi gasto em fazer algo útil para esta cidade. É por isto que estou aqui hoje. Lançando oficialmente a obra “Considerações Históricas e geográficas sobre o município de Almirante Tamandaré-PR”, uma pesquisa que espero que seja útil na árdua tarefa em desvendar o que Cronus devorou.
Muito obrigado pela atenção”. 
Mesa de autoridades formada durante a solenidade de lançamento do livro "Considerações Históricas e Geográficas sobre o município de Almirante Tamandaré-Pr": Antonio Celso Mendes (membro da Academia Paranaense de Letras), Vereador Tiriva (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Almirante Tamandaré), Aldnei Siqueira (Prefeito Municipal) e o Historiador Antonio Ilson Kotoviski Filho/Foto: Família Kotoviski, 2013.     

sábado, 23 de novembro de 2013

Relatos de um tamandareense. HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ

Visite e conheça o livro no site:

Seminário Santo Antonio, já foi sede administrativa da Paróquia.
Fonte: capuchinhosprsc.org.br

(Um breve trecho da obra...)
(...) Mas o locus focus daquele dia, já anunciava claramente que a noite chegaria logo, então resolvi seguir em direção a minha casa que fica no Botiatuba. Pelo caminho, ainda matutando sobre a ação humana sobre o relevo, vegetação e a hidrografia de minha querida terra natal, e consequentemente de outros lugares, visualizei o turístico, mas reservado Seminário Franciscano Capuchinho Santo Antônio. Logo, me raio na mente, mais um fato geológico. Desta feita, ligado ao gigante Aquífero Kasrt, que se formou ainda no período Quaternário. Pois, lembrei-me de uma história pitoresca que meu pai (Antonio Ilson Kotoviski) costuma contar. Eis, que segundo ele, quando ainda era criança (há muito tempo isto!), lá pela década de 50, a cidade não possuía uma grande população e progresso tecnológico na comunicação que desfruta atualmente. Tanto é que a energia elétrica era uma coisa rara. A tal ponto de ser produzida particularmente, como fazia meu avô Pedro, já que dispunha de um açude que proporcionava uma capacidade hidroelétrica pequena, mas que conseguia abastecer a sua casa. O mesmo fazia meu tio avô José Kotoviski.
Diante deste fato, o divertimento, geralmente eram as pessoas se reunirem nas mercearias, nas casas de conhecidos, em novenas, missas e festas de igrejas. Geralmente, os casados aproveitavam este tempo para conversar sobre os fatos do cotidiano que pertenciam. No Botiatuba, não era diferente, já que a mercearia mais visitada (a única na região) para estes encontros diários era justamente a de meu avô Pedro Jorge Kotoviski. O qual ainda para alegrar mais a freguesia e as visitas de fim de tarde, dispunha de um aparelho de rádio, que mal pegava alguns programas. Mas já era um atrativo para prender a atenção de muitos, naquela época. Pois, parece engraçado, mas as pessoas se reuniam para escutar rádio, e o mesmo ocorria com a televisão, quando ela apareceu. 
Num belo fim de tarde, como era de costume, um tradicional cliente, apareceu na mercearia (seu Vicente Krizizanoski), para comprar alguns mantimentos e bater um tradicional papo, enquanto degustava uma boa pinga. Conversa vem, vai,..., muitos assuntos ligados a vários fatos,..., até que o distinto senhor comentou que a Villa de Tamandaré iria afundar.
Espantados e ao mesmo tempo curiosos, o pessoal quis saber por quê? Então, o senhor explicou que na época em que se estava construindo o Seminário dos Padres (Seminário Capuchinho Franciscano Santo Antônio), um padre italiano engenheiro e geólogo, foi destacado para supervisionar a obra. Em consequência disso, o padre ao perceber que o solo da região da obra não era muito firme para sustentar o projeto original elaborado inicialmente o modificou. Principalmente devido a alguns testes de superfície e características da região, constatados por suas simples andanças. Eis, que facilmente observou muito lagos natural (dolinas, que se encontra atualmente na propriedade do Sr. Moacir Didoné, margeando a Rua Pedro Jorge Kotovski no Botiatuba), nascentes e rochas calcárias. Constatou então, a partir de seus conhecimentos que possuía de geologia, que a região estava disposta sobre um aquífero cárstico.
Diante disto, responsavelmente, alterou o projeto original, o que gerou certo descontentamento entre os superiores de hierarquia da Igreja, que estavam responsáveis pelo local naquele momento. Já que teriam que novamente fazer a fundação da obra. Consequentemente, o padre foi questionado do motivo. E de forma direta ele respondeu que tal providência se dava, porque poderia ocorrer que o prédio do seminário afundasse ou ficasse comprometido demais, a ponto de cair.
Os seus superiores, por falta de conhecimento técnico, não acreditaram muito na história, e continuaram questionando o padre, enquanto alguns pedreiros presenciavam e escutavam as constantes e diárias discussões que ocorriam entre os padres, toda vez que havia necessidade de se mudar ou fazer algo diferente na obra.
Fundamentado em seus conhecimentos de engenharia e principalmente de geologia, explicou: “que o grande responsável por esta limitação de edificações mais imponentes na região, era o subsolo, que apesar de ser abençoado por possuir uma abundante reserva de água, era também um perigo para o futuro não só da região, mas de algumas partes mais sensíveis a ele na cidade”.
O pessoal, meio assustado, começou a indagar o padre além de expressar que ele estava louco, já que o sacerdote não mais se referia ao destino da construção, mais de outras construções espalhadas pelo município. O padre, percebendo tal agressividade ocasionada pelo temor, acalmou a todos, expressando que tal risco, não se desencadearia tão breve, demoraria décadas e estava extremamente relacionado ao desenvolvimento de Curitiba e da própria Villa Tamandaré.
Aparentemente mais tranquilizados, porém, não satisfeitos, assim estavam o pessoal que observava e escutava atentamente aquelas palavras. Já os padres continuavam discutindo e questionando o engenheiro e solicitaram uma explicação mais elucidante do que ele havia comentado. Então o sacerdote, dentro de uma analogia em um contexto de uma previsão, explicitou que: analisem comigo, Curitiba é a capital do Estado do Paraná, onde a Sede governamental estadual se encontra a pouco mais de 17 km de onde estamos. Ou seja, a cidade de Tamandaré é grudada a capital. Diante deste fato, dentro de uma previsão plausível, Curitiba tende a crescer economicamente e populacionalmente. Em consequência desse fato, por efeito, Tamandaré, também crescerá, mesmo não sendo no ritmo da capital, mas crescerá. Então, mais gente, mais casa, comida e água. Espaço para moradia não falta em Curitiba e região. Comida, dificilmente irá faltar.
No entanto água potável, provavelmente terá que sair de outras fontes, que não sejam rios. Principalmente, porque as pessoas mais ignorantes não percebem que quando poluem os rios, diminuem a qualidade da água. A qual terá que ser tratada (na época, década de 30, isto era algo absurdo). E para tratar é muito caro e limitado. Diante deste fato, de onde sairá à água de boa qualidade? Do subsolo. E onde tem um subsolo rico em água? Na Villa de Tamandaré...
O problema então recai nesta extração, que provavelmente irá diminuir o volume de água, que é o alicerce liquido das gigantescas cavernas calcárias ocultas aos nossos olhos, que estão sob onde pisamos. Para agravar a situação, a Villa de Tamandaré, também, irá crescer populacionalmente. E isto indica mais construções sobre o solo, que querendo ou não aumentarão o peso sobre estas ocultas cavernas. Neste contexto, enquanto a reposição de água for igual ou superior ao volume de água que sai tudo isto que foi citado não terá efeito. O problema é quando o volume de água que sai, for muito maior que o que entra nas cavernas do subsolo, o qual é possível perceber, quando os poços de água das casas ou as dolinas (lagos naturais) diminuem seu volume ou secam. E quando isto acontecer, a probabilidade da cidade ou algum ponto dela afundar é muito grande, já que possivelmente o aquífero, compromete o território tamandareense pelo que observei, (atualmente se sabe que o aquífero se estende por quase 80% do subsolo da cidade).
Espantados mas ao mesmo tempo aliviados, o pessoal que observou e escutou tudo aquilo, entre ele o ilustre narrador Vicente Krizizanoski (que foi um dos pedreiros da obra do Seminário) do fato escutado pelo meu pai Antonio Ilson Kotoviski. Com o tempo foi contando esta história para outros. E como já é de conhecimento das pessoas, o repasse da história nunca era feita da mesma forma e às vezes, era distorcida involuntariamente e mal interpretada (devido ao contexto da cena presenciada), até que ela ganhou o formato como ficou conhecida entre a população mais tradicional do município. Ou seja, que o padre capuchinho, por divergência no que tange ao afrontamento o qual sofreu no desempenhar de seus serviços, saiu da Villa Tamandaré, amaldiçoando-a com o destino que a cidade iria afundar.
Este fato da maldição se refere ao episódio em que os padres discutiram a ponto de o sacerdote italiano se desligar da obra de vez. O qual de cabeça quente expressou: que não adiantava fazer uma obra em uma terra onde mais tarde iria afundar e se tornar um grande lago como também, nunca poderia ser uma cidade de fato (com prédios). E como, esta discussão foi escutada e presenciada pelos pedreiros, estes acharam que o padre engenheiro estava amaldiçoando a localidade. (...) 
(Continua...)