SEJAM BEM VINDOS!

Muitas ideias que expressavam sonhos. Muitos ideais que se manifestaram na simples reflexão de ser útil além das funções que exercemos ao menos por um instante. Várias alternativas a nossa frente e muitos obstáculos.

Um dia percebi que deveria ser útil universalmente, pensei e pensei como ascender a esta condição, pois, não possuía nenhum dom especial. No entanto, sou um homem que gosta de escrever. Explorei este caminho, pois as palavras e ideias são muito poderosas e podem servir para inspirar pessoas na sua trajetória vital.

Sou historiador um guardião da memória e pesquisador. Sou poeta de expressões líricas e sociais. Não sei se o que penso é certo ou errado, mas sei que aprendo e ensino dentro de um contexto imperfeito.

Este é meu universo virtual, um lugar de divulgação de minhas humildes e imperfeitas obras literárias e científicas.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS SOBRE O MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ-PR

Conheça a obra gratuitamente através dos endereços:

 (PARTE 1, páginas 000-483) 

 (PARTE 2, páginas 483-567)

INTRODUÇÃO E OBSERVAÇÕES

Escrevo agora sobre coisas de outrora que em tempo presente estão ausentes e perdidas em realidades dispersas resumidas em pequenas peças de um grande quebra-cabeça, esperando para serem montadas antes que desapareçam.
Esta breve introdução conta a história de um lugar supostamente sem memória oficial, consequência do extravio “proposital” e da “guarda” ilegal de documentos oficiais que relatavam os primeiros passos do município (que com a morte de seus “vaidosos guardiões” em lixo se transformaram). Atitudes reprováveis ocultadas no contexto da extinção da Velha “Vila de Tamandaré” e por diversas e “providenciais” enchentes que de fato destruíram e inviabilizaram atas e documentos de caráter oficial. Neste contexto surge uma questão: E os documentos que deveriam ser o caminho fácil e de credibilidade que sobraram, onde estão?
Em pleno ano de 2013 ainda não foi criado um arquivo público municipal!
Diante destas adversidades nem tudo foi perdido ou extraviado, pois o passado ainda é possível ser encontrado. Tamandaré não era uma cidade de “faz de conta”, tinha que dar satisfações ao Estado, União e a Justiça. Para ter valor os atos civis tinham que seguir as burocracias legais; os fatos conhecidos eram registrados pela imprensa paranaense e outras publicações interestaduais. Ou seja, o que se tentou encobrir e fazer desaparecer, não foi possível.
Neste contexto, a presente obra histórica é uma pesquisa científica bibliográfica, de campo e descritiva não analítica do contexto social dos fatos. Procedeu inicialmente com um amplo processo de investigação da veracidade das informações orais colhidas junto aos moradores locais, cujo resultado norteou a produção textual fundamentada em um contexto probatório possibilitado junto aos arquivos de diversas instituições governamentais e privadas citadas no capítulo Referências Bibliográficas.
Por efeito deste processo investigativo ocorrerá a circunstância em que a oralidade popular corrente se apresentará divergente do texto tecido baseado na fonte documental oficial, uma vez que, independentemente de motivação, quanto mais a história vai se perdendo, mais condicionadas a sofrer interpretações falhas ela fica. E por consequência o que era fato real vira lenda, e o que era lenda se torna fato real dentro de um contexto de contradições terríveis e daninhas no que tange o legado histórico deixado para as futuras gerações.
Infelizmente, muitas informações presentes na “oralidade” colhida e investigada foram descartadas, portanto, não ganham campo na oficialidade, pois são estórias transmitidas por gerações, mas que podem serem resgatadas por outros historiadores que lograrem sorte em encontrar a necessária fundamentação para elas no futuro, ou seja, o meu trabalho foi o de descobrir até que ponto elas foram reais. O objetivo desta obra é fornecer subsídios históricos oficiais; criar um parâmetro responsável entre o que foi um fato histórico e o que é uma mera divergência de informações; possibilitar referências probatórias que afastem a possibilidade de serem preparadas futuras pesquisas que relatem acontecimentos que estejam divergindo com o que um dia aconteceu de fato.
É por este motivo que a apresentação dessa obra histórico-geográfica que, apesar de elaborada para atender o universo leigo de forma objetiva, preservou sua essência científica no sentido das referenciações documentais e probatórias serem apresentadas notoriamente destacadas no corpo do texto.
A obra se apresenta disposta didaticamente de acordo com o assunto relacionado aos referentes títulos. No contexto de cada capítulo existirão compilações de textos (devidamente referenciados na fonte original) os quais em sua maioria poderão carregar supostos erros gramaticais por vários motivos em especial: Textos e documentos anteriores à década de 1920 foram escrito sob a luz de outra norma e regra ortográfica não mais vigente atualmente; em certas ocasiões, para manter a credibilidade da fonte não foi alterada a redação original no contexto das compilações de notícias dispostas em periódicos; raramente serão utilizados relatos orais, mas os que foram utilizados possuem caráter ilustrativo em coerência com as fontes documentais de fé pública estando descritos parcialmente ou na íntegra, podendo carregar vícios da linguagem oral. Também poderão existir divergências de datas, na ortografia de nomes e sobrenomes, localização geográfica e contextos homônimos, as quais decorrem da fonte pesquisada. É necessário observar esta circunstância.
Por ser uma pesquisa que investigou a oralidade corrente poderá ocorrer que a obra seja interpretada como de cunho político ou religioso, ou seja, que atenda ao interesse de um grupo ou pessoa. Diante desse fato é necessário o seguinte esclarecimento: As fontes bibliográficas e documentais disponíveis ao público existentes no município são escassas devido a extinção da cidade em 1938. Diante deste contexto, os documentos específicos que foram preservados pertencem a arquivos particulares (de posse legal), ou seja, que guardam a memória de um ente familiar específico falecido (não do adversário).
Outros documentos fazem parte de atas de associações restritas que não podem ser divulgados na íntegra em respeito à própria regra de sigilo que fazem parte da mesma. As informações oriundas da Igreja Católica dizem respeito ao fato desta instituição possuir registros preservados de seus atos e observações de fatos conhecidos do cotidiano, os quais são de credibilidade devido a entidade ser a mais antiga e organizada da região e de notória autoridade nos séculos XVI-XIX, porquanto estava vinculada legalmente ao Império auxiliando indiretamente na organização das pioneiras povoações, ou seja, era uma época que não existia na região outra doutrina cristã de notória atuação.
É necessária a consciência que a cidade, até a década de 1970, tinha uma população pequena em um contexto onde todos se conheciam, se não pessoalmente, mas por sobrenome. Nos bairros que faziam parte da cidade existia uma realidade em que todos tinham ligações de parentesco, mesmo distante. Diante disso, por ser um filho nato desta terra, e meus pais serem filhos de pioneiros da cidade, eu seria hipócrita em não considerar e relatar a possibilidade de que muitos acontecimentos históricos se liguem a parentes, mesmo distantes.
Infelizmente, para o leigo existe a ideia de que as informações estão fáceis e prontas a serem utilizadas, mas não é assim. É por este fato que mesmo uma pesquisa ampla como a desenvolvida, não consegue contemplar tudo, explicar e aceitar toda oralidade pura e simplesmente. Pois, como foi citado anteriormente, os documentos se tornam peças de um grande quebra-cabeça, o qual vai ganhando forma e amplitude conforme as informações são encontradas, por isto que aparenta parecer uma descrição histórica parcial ou superficial em determinados momentos. Porém, nunca se apresentarão conclusas em suposições (no “achismo”).
Em referência a capa da obra, a imagem escolhida foi uma foto tirada por Antonio Ilson Kotoviski Filho e participou do concurso “2º Concurso de Fotografia Revelando Tamandaré 2012”, recebeu foi intitulada: “Do solo brotou o progresso”, pois o desenho da calçada da Prefeitura é um mosaico feito de petit-pavê (produto tamandareense) que representa a extração de minerais e a natureza, ou seja, elementos do progresso e sustentabilidade.  Já a outra imagem foi uma foto tirada por Thomas Guedes e intitulada “Um brilho que poucos enxergam”, ou seja, uma reflexão sobre as opiniões que permeiam a cidade.  
Diante do que foi exposto, a obra “Considerações Históricas e Geográficas sobre o Município de Almirante Tamandaré-PR”, não é um relato na visão do autor, é uma pesquisa no contexto da visão documental oficial e de notória circulação.
Mosaico em petit-pavê (produto local), representando a natureza e a extração mineral através do forno continuo de queima da Cal .  Calçada da prefeitura/Foto: Antonio Ilson Kotoviski Filho

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